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Desde que estamos vivendo a era tecnológica, percebemos o quanto tais instrumentos nos são úteis e o quanto eles nos tornam dependentes. Crianças e adolescentes há muito já abandonaram as tradicionais brincadeiras de algumas décadas passadas. Ficam horas e horas frente a um computador fazendo da máquina sua verdadeira aliada. Quem não se lembra o quanto era prazeroso, divertido e sadio, brincar de esconde-esconde, soltar pipa, ovo choco, em fim, todas essas que nos ajudavam a queimar as calorias e não provocavam estresse.
De tudo que vemos acontecer, algumas mudanças nos assustam demais. Mudaram a ordem, aceleraram o ritmo e perturbam nossa mente e colocam nossas crianças frente a algumas preocupações e responsabilidades da vida adulta. Muito cedo já vemos nossos jovens assumirem uma responsabilidade que só deveriam assumir anos depois. O caos de tudo se deve a crescente era da informatização. Os recursos tecnológicos facilitam a vida do homem, aceleram a produção, qualificam o produto, etc. Mas, é preciso estar ciente de que não se pode ser dominado pela máquina. Quem assistiu “Matrix” viu que é um jogo perigoso demais.
A família ainda precisa ser o alicerce. Não podemos deixar nossos jovens desamparados, fazer aquilo que não conseguimos mais porque nos falta ética, falta respeito e austeridade. O conceito de família mudou, mas mudou porque não se assume mais a responsabilidade. Assim, como todo e qualquer outro conceito deve ter mudado por falta de Insistência nos princípios.
Os sites de relacionamento facilitaram e muito a vida daqueles que de certa forma se sentiam constrangidos frente a uma pessoa estranha. Encontrar um parceiro era muito difícil para quem não tinha muita habilidade com a conversa, ou ser “bom de papo” como se diz. Não estar frente a frente com esta pessoa parece facilitar. E, ao mesmo tempo as opções são muitas, já que as chances de encontrar alguém com o seu perfil aumentaram muito. Mas o problema é que as pessoas esquecem que elas estão muito mais expostas do que imaginam. Mais uma vez deve-se salientar a importância do olhar, do toque, de sentir o calor humano e poder avaliar melhor quem você pretende manter um relacionamento, seja de amizade ou amoroso.
Muitos especialistas afirmam que o endereço que as pessoas usam comumente, cada vez mais deixa de ser o da sua casa. Ou seja, o endereço passou a ser o eletrônico. É o número do celular ou os e-mails. A sua morada agora é virtual. Já inventaram até jogos onde se pode levar uma vida virtual simultânea a uma vida real.
É espantoso o que presenciamos de mudanças neste início de século. No entanto, sabemos também que a tendência é de um desdobramento cada vez maior.
Para se ter uma idéia da amplitude e densidade dessas mudanças tecnológicas, consideramos alguns dados relativos ao século XX. Se somássemos todas as descobertas científicas, invenções e inovações técnicas realizadas pelos seres humanos desde a origem das nossa espécie até hoje, chegaríamos à espantosa conclusão de que mais de oitenta por cento de todas elas se deram nos últimos cem anos. (SEVCENKO, p. 24, 2001)
2 comentários:
"Fiquei surpresa por ninguém postar um comentário sobre este texto, pois eu o achei interessante e gostei muito, acredito que o motivo é que ninguém está interessado no convívio afetivo e altruísta, somente com o seu progresso pessoal, família então quem está preocupado? Mas fico feliz, pois acredito que existem muito mais pessoas de bom coração do que parece, e que existem muitas pessoas que ainda se preocupam com o futuro de outras... Parabéns Jacques, continue com sua caminhada, tenho certeza que vc terá sucesso!!! Um abraço, Beth (Rio de Janeiro)
Adorei o texto, é uma ótima reflexão.
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